Senti, na hora, o ímpeto de pegar uma garrafa de cerveja e estilhaçá-la na cabeça do rapaz, mas na mesa só havia copos plásticos. Desejo quase incontrolável de profanar-lhe as crenças e insultar-lhe os santos todos. A mesma ira voraz e passageira que nos acomete quando alguém fede em excesso ao nosso lado no metro.
Instantes depois, mais calmo, pensei - a mediocridade alia-se sem dificuldades à suposta mediunidade; metafísica religiosa e bom senso quase sempre contrapõem-se.

Nenhum comentário:
Postar um comentário